30 dezembro 2017

Os incêndios


Neste ano que agora finda foi o país fustigado pelos incêndios com consequências terríveis em perda de vidas humanas e outras que mudaram para sempre a vida de muitos dos nossos concidadãos. Fomos amplamente e exaustivamente "informados" das tragédias por todos as TV´s e jornais, às vezes com detalhes macabros e desnecessários.  Mas uma coisa é acompanhar o horror pelas imagens que nos chegam de longe e outra coisa é sentir na pele os acontecimentos e os dramas que atingiram grande parte da nossa população.
Ontem tive ocasião de percorrer a estrada que liga a Marinha Grande a Vieira de Leiria e tive, pela primeira vez, contacto directo com as consequências dos fogos  tendo ficado pasmado e chocado com a dimensão dos estragos ... são quilómetros e quilómetros de negritude completa que nos deixa absolutamente deprimidos. Nalguns casos vê-se que as chamas estiveram a escassos metros de casas e praticamente à entrada da Vieira de Leiria e da sua praia. Imagina-se o pavor das populações e o sentimento de impotência perante o escândalo monstruoso que as assolou. A natureza também sabe ser cruel. Esperemos que a lição tenha sido aprendida e que não venhamos a sofrer nova calamidade nos tempos vindouros.

2 comentários:

José Cruz disse...

Parece, principalmente em Outubro, que não foi só a natureza que foi cruel.
Oxalá os apoios públicos e os que generosamente os particulares deram, tenham ou estejam a ser eficazmente aplicados e que consigam resolver pelo menos as consequências mais dramáticas e urgentes.

A.R.Costa disse...

O Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei foi durante muitas décadas um exemplo mundial de boa gestão florestal. Depois, a aranha do Estado apropriou-se dele e, irresponsavelmente, criou todas as condições objectivas para que acontecesse aquilo que o LSN viu e que eu, que sou dali perto, já tinha visto.